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Aline Loura

Manifesto

In Aline's own words, in the original Portuguese.

Nasci criando, rebolando, brincando… Meu trabalho era ser, apenas ser…
Ser quem era, ser quem vim para ser…

Assim artista, pintava, encantava, sem me preocupar eu era… era em um passado distante, que ao mesmo tempo era apenas ontem. Vinte, trinta anos, o que são se não poeiras interestelares de tempo?

Porém, desta poeira em partículas cresci. Sob olhares amorosos, rigorosos, curiosos, muitas vezes duros, rígidos, medrosos. Busquei aprovação fora de mim… E quando a parecia encontrar, por dentro meu peito gritava… NÃO!

Aline, blurred in motion with her hands in her hair, in a bright studio beside a hanging sheer fabric with the manifesto's closing lines handwritten on it.

Me perdi sem saber qual voz ouvir. Me iludi buscando a Arte na Arquitetura, mas só encontrei a técnica transvestida em panos coloridos de arte… Mas dentro era cinza.

Quando me dei conta estava presa, envolta nesses tecidos coloridos que pareciam brilhar por fora! Mas por dentro, formavam um largo túnel escuro que me davam desespero enquanto eu via meu nome se apagando dentro da minha mente por infinitos 10 segundos!

Burnout, burnout, burnout
Burn “every-thing” out!

Aline seated, her head thrown back in a blur of motion, in front of the fabric written with the manifesto.

Queimou… Acendeu o fogo, uma chama saindo de dentro, como quem usa um “ressuscitador” em um coração que parou de bater… então queimou!

Botou fogo em tudo!
Fez luz por dentro e tornou em cinza os panos que me amarravam.

Aline seated and still, looking up toward the light of the windows, beside the fabric written with the manifesto.

Saí engatinhando, como um bebê… Reaprendendo, reencontrando, redescobrindo o ser…

Nasci arte,vivi!Desviei-me,morri…Hoje,na arte,da arte,pela artevivo!